quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Um carioca chamado Felipe

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Felipe cometeu um engano.
Carioca, quis ser americano.
Não viu o engodo,
Passaram o rodo,
Caiu o pano:

Mais um drama humano...

Felipe morreu no Iraque.
Nem viu quem o matou no ataque
Com bomba de beira-de-estrada.
Trocou a vida por nada!
A dor não há o que aplaque,

Da família enlutada.

Felipe era um cara legal
Mas foi ser fuzileiro naval
Do país que mais faz mal
À toda humanidade.
Quem o matou, em realidade?

O Império do Capital.

Quem o alistou lhe deu garantia:
Sua missão era levar democracia
Para o povo iraquiano
E vivo voltaria, com salário, faculdade,
E o "Green Card" da nacionalidade.

Mas Felipe entrou pelo cano.

Ao Iraque foi enviado,
Garantir que o petróleo roubado
Jamais fosse reclamado.
Não contavam com a Resistência
De um povo que tem persistência

E Felipe está sendo enterrado...

Seus amigos vão sofrer
E não adianta reclamar:
Soldado tem que obedecer
Tanto a ordem de matar
Como a ordem de morrer.

Só cabe ao comando escolher...

Se Felipe tivesse ouvido
O apelo da Resistência:
"Quem deserta e pede clemência
Tiramos do Iraque escondido"
Passaria um tempo fugido

Mas vivo, que diferença!

Felipe não deu sorte
Em seu lapso de consciência
Diante do Império do Norte.
Para seu tipo de inocência,
No Iraque, a Resistência

Decretou a pena de morte.

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